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FEVEREIRO ROXO

Alzheimer... Compreender, Prevenir e Apoiar!

A origem do Alzheimer

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Faixa etária
  • Idade Comum (Início Tardio) Após os 65 anos: É a faixa etária mais afetada, com o risco dobrando a cada cinco anos após essa idade.

  • Alzheimer Precoce (Início Antes dos 65): Menos comum: Afeta pessoas com menos de 65 anos, sendo mais frequente em casos de histórico familiar.

  • Sinais Precoces Por volta dos 30-40 anos: Dificuldades com memória recente, linguagem, julgamento crítico ou planejamento, e até problemas de locomoção (orientação ao caminhar) podem surgir.

  • Por volta dos 50 anos: Sinais de alerta podem começar a aparecer.

  • A partir dos 25 anos: Em casos familiares, o déficit de memória pode surgir já nessa idade, segundo um estudo.

Fatores de Risco

O Alzheimer não tem uma causa única, mas é resultado de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida, sendo a idade o principal fator de risco, seguido por história familiar e genética, condições como diabetes, hipertensão, obesidade, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo, baixa escolaridade, depressão, isolamento social e traumatismo craniano, que aumentam a probabilidade de desenvolver a doença.

Sintomas (Fase Moderada)
  • Agravamento da memória: Esquecimento de eventos mais antigos e informações pessoais.

  • Problemas de comunicação: Dificuldade em se expressar, entender imagens ou pessoas.

  • Alterações de humor e comportamento: Suspeita, agressividade, passividade, comportamentos inadequados, alucinações (piores à noite).

  • Dificuldade com tarefas diárias: Não conseguir mais realizar atividades habituais.

Sintomas (Fase Grave)
  • Dependência total: Necessidade de cuidados em tempo integral.

  • Perda de memória profunda: Perda completa da memória.

  • Sintomas neurológicos: Dificuldade para engolir, rigidez, tremores, incontinência.

  • Alucinações intensas e desconfiança: Crença em roubos ou ataques, agressividade.

Diagnóstico

O diagnóstico de Alzheimer é feito por um neurologista e envolve avaliação clínica detalhada, histórico do paciente e familiares, testes neuropsicológicos (memória, linguagem, raciocínio), exames físicos e de sangue para excluir outras causas, e exames de imagem (ressonância, tomografia) para buscar padrões ou outras doenças, sendo um processo complexo para garantir precisão e iniciar o tratamento cedo para melhores resultados​

Tratamento - SUS

O tratamento do Alzheimer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é garantido e envolve acompanhamento médico, acesso a medicamentos e suporte multiprofissional. O SUS disponibiliza fármacos que ajudam a retardar a progressão dos sintomas, além de atendimentos com profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Também são oferecidas orientações aos familiares e cuidadores, reforçando a importância do cuidado contínuo e humanizado.

Impactos nos familiares

Conviver com um familiar diagnosticado com Alzheimer provoca impactos profundos e contínuos na vida emocional, social e familiar. Um dos primeiros sentimentos que costuma surgir é o luto antecipado: mesmo com a presença física da pessoa amada, os familiares passam a vivenciar perdas graduais da memória, da identidade e da autonomia, o que gera dor, tristeza e um sentimento constante de despedida.

Com o avanço da doença, a sobrecarga do cuidador torna-se evidente. A rotina passa a ser organizada em função das necessidades do familiar, exigindo atenção constante, paciência e energia física e emocional. Esse acúmulo de responsabilidades pode levar ao esgotamento, afetando a saúde mental e o bem-estar de quem cuida.

Nesse contexto, é comum emergirem sentimentos de culpa e frustração. Muitos familiares se sentem culpados por se cansarem, por desejarem momentos de descanso ou por acreditarem que poderiam fazer mais. A frustração surge diante das limitações impostas pela doença e da sensação de impotência frente à sua progressão.

O Alzheimer também pode desencadear conflitos familiares, especialmente quando há divergências sobre decisões de cuidado, divisão de responsabilidades ou questões financeiras. A falta de comunicação clara e de apoio mútuo tende a intensificar tensões e desgastes nas relações.

A necessidade de vigilância contínua é outro fator que impacta diretamente a rotina familiar. O risco de quedas, fugas, esquecimentos e acidentes exige atenção permanente, o que dificulta momentos de descanso e aumenta o nível de ansiedade dos cuidadores.

Como consequência de todos esses fatores, muitos familiares acabam vivenciando o isolamento social. Atividades sociais, lazer e convivência com amigos são gradualmente deixados de lado, seja pela falta de tempo, pelo cansaço ou pela dificuldade em se ausentar do cuidado, o que pode intensificar sentimentos de solidão e sofrimento emocional.

Diante desse cenário, torna-se fundamental reconhecer que o Alzheimer não afeta apenas quem recebe o diagnóstico, mas toda a família, reforçando a importância de apoio psicológico, redes de suporte e espaços de acolhimento para os cuidadores e familiares.

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